quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

"Vidas sem Rumo" em Évora

Quinta-feira . 22 de Fevereiro, 21h30

VIDAS SEM RUMO / 1956, de Manuel Guimarães, 76 min.


O Cinema-fora-dos Leões

com FILMar / Projeto operacionalizado pela Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema

Auditório Soror Mariana, Universidade de Évora

Rua Diogo Cão, 8 | 7000-872 Évora | Portugal

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

"Trovoada" no Cineclube Vilafranquense

 «Nasci com a Trovoada - Autobiografia póstuma de um cineasta» (2017), documentário de Leonor Areal.

19 de Janeiro às 21 horas, com a presença da realizadora














Cineclube Vilafranquense (facebook)


sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Saltimbancos na Cinemateca

Uma escolha de Fernando Matos Silva

Fotografia de rodagem de Saltimbancos

Saltimbancos
de Manuel Guimarães
com Maria Olguim, Helga Liné, Artur Semedo
Portugal, 1951 - 91 min | M/12

Primeira longa-metragem de Manuel Guimarães, SALTIMBANCOS marcou a diferença no cinema português do começo da década de cinquenta relativamente às comédias “à portuguesa” que então se faziam. Depois de ser assistente de Manoel de Oliveira em ANIKI BÓBÓ, Guimarães lança-se na realização, aproximando-se dos modelos do neorrealismo italiano, numa história adaptada do romance O Circo, de Leão Penedo, sobre a vida e a morte de uma companhia de saltimbancos. Manuel Guimarães foi um dos cineastas mais maltratados pelo Estado Novo e encontraria, anos depois, acolhimento junto da geração do Novo Cinema, regressando à realização com O CRIME DA ALDEIA VELHA, produzido por António da Cunha Telles.

05/01/2024, 15h30 | Sala M. Félix Ribeiro
"Carta Branca a Fernando Matos Silva", integrado no ciclo
Fernando Matos Silva: O Cinema a Fazer a Realidade,



sábado, 22 de abril de 2023

Guimarães no Porto


Dois filmes de Manuel Guimarães integrados no ciclo de cinema comentado da Casa do Cinema Manoel de Oliveira em Serralves: Saltimbancos em 23 de Abril de 2023; Tráfego e Estiva em 30 de Abril de 2023.

sábado, 12 de março de 2022

2 documentários na RTP Memória

No programa Hora Cinemateca, que "recupera pérolas do património cinematográfico português".

A Terra e o Homem, de Manuel Guimarães (1969)

20 Dez. 2021 | temporada 2 Episódio 14 de 200 Duração: 14:27

Documentário de Manuel Guimarães, considerado desaparecido, e que foi localizado em 2016. Mostra a cidade de Vila Nova de Famalicão, através de filmagens que decorreram em 1968 e a homenagem feita ao republicano Dr. Nuno Simões.

https://www.rtp.pt/play/p8935/e586938/hora-cinemateca/1001990 PARTE 4

O Porto, Escola de Artistas, de Manuel Guimarães (1967)


Nov. 2021 | temporada 2 
Episódio 2 de 200 Duração: 25:50

Aspetos da cidade do Porto. Seus monumentos e edifícios habitacionais modernos. Entramos no Museu Soares dos Reis e no Museu da Escola Superior de Belas-Artes e aí observamos obras dos mais representativos pintores e escultores do Porto, nomeadamente, Silva Porto, Henrique Pousão, Abel Salazar, António Carneiro, Teixeira Lopes, Vieira Portuense, Soares dos Reis e Constantino Fernandes. Na segunda parte do filme, travamos conhecimento com mestres ainda vivos tais como Dórdio Gomes, António Cruz, Guilherme Camarinha, Augusto Gomes, Amândio Silva, Martins da Costa e Júlio Resende que vimos trabalhando nos respetivos estúdios.

https://www.rtp.pt/play/p8935/e582352/hora-cinemateca PARTE 1

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

terça-feira, 24 de novembro de 2020

O cinema utópico de Manuel Guimarães

Será hoje exibido às 20 horas Nasci com a Trovoada - Autobiografia de um cineasta, seguido de conversa com Lauro António e Leonor Areal, aqui: https://www.festival-utopia.org/leonor
Programa do Utopia Festival a decorrer online: https://www.festival-utopia.org/programa

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Centenário de Fernando Namora na Cinemateca


No fecho de um ciclo nacional de variadas evocações do centenário de Fernando Namora, que decorrem desde Abril de 2019 e se prolongam pelo início de 2020, a Cinemateca dedica ao escritor um ciclo de filmes com quatro adaptações das suas obras mais importantes, um curto retrato documental que lhe foi dedicado por Manuel Guimarães e ainda o documentário de Leonor Areal sobre este cineasta, em que Namora está presente por ligações de amizade e afinidade intelectual entre ambos.

FILMES DE MANUEL GUIMARÃES

22/01/2020, 18h30
FERNANDO NAMORA
de Manuel Guimarães
Portugal, 1969 – 12 min
A abrir a sessão, realizado por Manuel Guimarães, FERNANDO NAMORA retrata a vida e obra do escritor, que surge num testemunho filmado.

O TRIGO E O JOIO
de Manuel Guimarães
com Eunice Muñoz, Igrejas Caeiro, Mário Pereira, Barreto Poeira
Portugal, 1965 – 90 min

Produzido pelos Artistas e Técnicos Associados, a Tobis Portuguesa, António da Cunha Telles e Guimarães, O TRIGO E O JOIO é uma adaptação do romance homónimo de Fernando Namora, assinada pelo próprio escritor. Um drama sobre uma família de agricultores em que o chefe desbarata na feira o dinheiro destinado à compra de uma burra, indispensável à labuta no campo. A realização é despojada e moderna. 

29/01/2020, 18h30 

NASCI COM A TROVOADA – AUTOBIOGRAFIA PÓSTUMA DE UM CINEASTA
de Leonor Areal
Portugal, 2017 - 140 min | M/12

com a presença de Leonor Areal

O cineasta é Manuel Guimarães (1915-1975), que Leonor Areal apresenta neste documentário como “o principal cineasta neorrealista português” cujos filmes revelam “um olhar original sobre a sociedade portuguesa, escolhendo personagens consideradas marginais”: “o seu cinema é de índole trágica, mas também a vida do realizador, sacrificada à sua obra, espelha uma outra tragédia pessoal: a de um homem de talento que queria voar alto, mas teve de viver os ‘anos de chumbo’ da ditadura, sofrendo amargamente às mãos da censura.” A obra e vida de Manuel Guimarães cruzaram-se várias vezes com as de Fernando Namora e os dois mantiveram uma dedicada amizade que o filme de Areal aborda nomeadamente através da correspondência que trocaram e das imagens da adaptação de O TRIGO E O JOIO.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Dossier Manuel Guimarães na revista Cinema

Publicada pela Federação Portuguesa de de Cineclubes, a revista Cinema (nº 44, Dez. 2018) dá destaque a Manuel Guimarães, com dois artigos:
"Esperança e fatalismo no cinema de Manuel Guimarães", por Leonor Areal
"Manuel Guimarães e o cinema neo-realista feita em Portugal", por Michelle Sales

Aqui: http://www.fpcc.pt/revista/cinema_44_opt20181219.pdf

terça-feira, 26 de junho de 2018

Lotação Esgotada em Leiria

Hoje, é exibido no Teatro Miguel Franco em Leiria o filme Lotação Esgotada de Manuel Guimarães, integrado no ciclo dedicado a Miguel Franco.


"Da última fase da sua obra, concluída com CÂNTICO FINAL alguns anos depois, este filme de Manuel Guimarães (realizador e produtor) tem argumento e diálogos de Mário Braga a partir de uma ideia de Artur Semedo, fotografia de Abel Escoto e música de António Victorino d’Almeida. Trata­‑se de um filme ambientado numa localidade fictícia, a Casconha, cujo cemitério local está cheio (“lotação esgotada”) sendo a construção do novo cemitério a grande obra do mandato do presidente da câmara, cujo corolário, a inauguração, é retardada pela vitalidade dos habitantes do município. Metáfora crítica da sociedade portuguesa da época, LOTAÇÃO ESGOTADA foi um filme particular e injustamente mal recebido na altura. Antecedem­‑no as curtas­‑metragens promocionais O RITMO NA VIDA (patrocinada pelo então BESCL­‑Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa) e EXPRESSOS “LISBOA­‑MADRID” (patrocinado pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses)."

https://www.teatrojlsilva.pt/evento/lotacao-esgotada/

Excerto de Lotação Esgotada aqui: https://vimeo.com/211646582/686683ddf8

Nasci com a Trovoada - excerto 2min 50i from Leonor Areal on Vimeo.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Ciclo de cinema online em Abril



Está a decorrer um ciclo de cinema de Manuel Guimarães no blogue My Two Thousand Movies, cujos posts com sinopses originais aqui ficam indicados:
3/4 - Manuel Guimarães
5/4 - Saltimbancos 1951
7/4 - Nazaré 1952
8/4 - Vidas Sem Rumo 1956
9/4 - A Costureirinha da Sé 1959
11/4 - O Crime da Aldeia Velha 1964
12/4 - O Trigo e o Joio 1965
13/4 - Manuel Guimarães: as Curtas

Eis uma boa ocasião para rever com mais atenção este autor e aproveitar para descarregar filmes para arquivo.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

"Nasci com a Trovoada" no Museu do Neo-Realismo


Na próxima sexta-feira, 23 de Fevereiro, pelas 21h00, o Museu do Neo-Realismo (em Vila Franca de Xira) inaugura o Ciclo de Cinema “Realismos Contemporâneos” 2018, com a exibição do filme Nasci com a Trovoada - Autobiografia póstuma de um cineasta, de Leonor Areal, com a presença da realizadora.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Biofilmografia

Manuel Guimarães com João Fernandes e Jaime Zenóglio, durante a rodagem de Saltimbancos, 1951.
Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema.
Ensaio de abordagem biográfica da obra do cineasta neo-realista Manuel Guimarães (1915-1975), a partir de documentos do seu espólio pessoal e de entrevistas publicadas. Artigo de Leonor Areal, publicado na revista Albergue - História e Património do Concelho de Albergaria-a-Velha, nº3, 2016, aqui em PDF.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Nasci com a Trovoada em Coimbra


Nasci com a Trovoada será projectado no Festival Caminhos do Cinema Português, no Teatro Académico de Gil Vicente, no dia 27 de Novembro às 17h30. Com a presença da realizadora.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Os eternos problemas do cinema português

« – Tal como se encontra legislado, que perspectivas abre a nova lei de cinema?

– Há muita coisa com que não estou de acordo, como todos nós, evidentemente. Mas o que mais choca é verificar que a Lei irá proteger mais as entidades exploradoras do cinema do que aqueles que afinal o produzem. A abertura e preferência dada às co-produções parece-me também – digam o que disserem todos aqueles que no cinema apenas vêem interesses comerciais – o mais clamoroso atentado à concretização dum cinema nacional com personalidade própria. Fala-se de estruturas, infra-estruturas e mais quejandas coisas, apenas para camuflar desígnios inconfessáveis que todos bem conhecemos, conscientes como estamos de que Portugal nunca poderá ser uma oficina de cinema enlatado para consumo universal. Nem isso nos interessava nada!

Mas, não nos trará algumas coisas boas a nova Lei? Pois concerteza que sim. Se ela for cumprida nessas alíneas. Mas a melhor ajuda que ela nos poderia dar – arrisco! – seria a de construir dois cinemas, um em Lisboa e outro no Porto, para estreia dos nossos filmes, livre de taxas de exibição e distribuição, que nos levam quase a totalidade das receitas nos dois maiores centros de rentabilidade, o que quase sempre impossibilita a recuperação dos capitais investidos. Os filmes – sem discriminação – seriam ali estreados pela ordem do seu acabamento e estariam no cartaz o tempo que o público entendesse. Às salas, administradas pelo Instituto, poderia dar-se os nomes de "Paz dos Reis" no Porto e – porque não – "Leitão de Barros", em Lisboa. Quando não houvesse filmes para estrear, fazer-se-iam reposições e retrospectivas. Isso era ajudar o cinema português e dignificá-lo. (...) »

Excerto de uma entrevista a Manuel Guimarães, no Diário de Lisboa, em 1972 (data incerta).

Nota: a lei referida é a lei nº7/71 que cria o IPC, Instituto Português de Cinema, actual ICA.

http://doc-log.blogspot.pt/2007/03/h-35-anos.html

domingo, 3 de setembro de 2017

Filme perdido de Manuel Guimarães recuperado e exibido na Feira do Livro do Porto





O filme "A Terra e o Homem", realizado por Manuel Guimarães (1915-1975) e que estava perdido, foi recuperado pela associação Confederação e será exibido na Feira do Livro do Porto, a par de um documentário sobre o cineasta.

Localizado em 2016 pela Confederação -- Coletivo de investigação teatral, um grupo fundado no Porto em 2010, o documentário, de 15 minutos, mostra a cidade de Vila Nova de Famalicão, através de filmagens que decorreram em 1968.

O filme será exibido pelas 19:00 de terça-feira, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, antes da projeção de "Nasci com a Trovoada -- Autobiografia Póstuma de um Cineasta", um filme realizado por Leonor Areal "a partir de filmes e textos de Manuel Guimarães", utilizando materiais de arquivo, de filmes, fotografias e artigos de jornal a cartas e diários para traçar um documentário "quase ficção" sobre o neorrealista, narrado pelo próprio cineasta.

A obra foi localizada na Escola Básica Dr. Francisco Sanches, em Braga, depois de um contacto do diretor, Jorge Amado. "Na altura da reformulação, o diretor liga-me a dizer que tinha pedido para reunir tudo o que era material de cinema numa sala", contou à Lusa Miguel Ramos, um dos fundadores da Confederação.

No meio do material encontrado, que foi depositado no Arquivo Nacional de Imagens em Movimento (ANIM), estava uma fita "que dizia 'Ulisseia Filmes' e 'Homenagem ao Dr. Nuno Simões'".

"Achei estranho pelo formato, porque estava em 35mm, que não era projetado, só em salas de cinema, e não era uma reportagem, porque era muito grande para o ser", comentou Miguel Ramos, que ao assistir percebeu tratar-se de "A Terra e o Homem", o filme perdido de Manuel Guimarães, que o apontou "em duas anotações em listas biográficas".

O próximo passo foi telefonar a Leonor Areal, que se encontrava na fase final da montagem de "Nasci com a Trovoada", antes do depósito do filme e dos trabalhos de recuperação depois de um conjunto de "muitos fatores e muita gente a trabalhar junta" para um resultado positivo.

O restauro, levado a cabo no ANIM, foi financiado pela Câmara Municipal de Famalicão e foi outro resultado feliz do processo. "Explicámos que tínhamos a verba e íamos avançar, eles tinham um curso interno de recuperação em analógico e o filme foi por aí", revelou Miguel Ramos.

A película, "em ótimo estado", permite deixar a obra de Manuel Guimarães "completa", com um filme que "tem muito interesse, primeiro para Famalicão, que já tinha um do Manoel de Oliveira ('Famalicão', de 1941), que é um pouco mais pitoresco, enquanto este é um pouco mais direto, mais cru".

"Está muito bem filmado, é muito cru, porque o Guimarães é um neorrealista e quer ir para a rua e filmar aquelas pessoas em primeiro plano. É um documentário com tempo, a filmar a feira, e depois toca na tal homenagem ao Nuno Simões, um republicano que tem ainda hoje muita relevância", comentou.

A homenagem, que segundo as informações recolhidas pelo coletivo ocorreu a 09 de abril de 1968, foi levada a cabo pelo município de Vila Nova de Famalicão, concedendo ao republicano (1894-1976) a insígnia de "Grande Oficialato da Ordem de Benemerência".

É neste ponto que termina o documentário de Manuel Guimarães, até aqui considerado desaparecido, e que foi encomendado pela autarquia à Cultura Filmes, de Ricardo Malheiro. O documentário enquadra-se mais nos filmes "mais institucionais" da filmografia do realizador, embora tenha já "um cunho altamente neorrealista".

"Ele vai filmar para a rua, as pessoas, passa muito tempo na feira, interessa-lhe a paisagem, mas ele dedica muito tempo à feira, filmar as pessoas em primeiro plano, a vinda delas, o que é que se está a vender", apontou.

A equipa por detrás da recuperação também encontrou o negativo do filme, que se encontra "em muito mau estado", e está a preparar um texto sobre o filme, uma investigação apoiada pelas autarquias do Porto e de Braga, que será disponibilizado na Internet.

Nascido em 1915, em Albergaria-a-Velha, Manuel Guimarães destacou-se como cineasta neorrealista, tendo-se estreado com "O Desterrado -- Vida e Obra de Soares dos Reis", em 1949, antes de realizar uma das suas obras mais conhecidas, a longa "Saltimbancos", em 1951.

Antes de morrer, em 1975, na cidade de Lisboa, o cineasta criou longas e curtas-metragens, entre ficção e documentário, como "O Crime da Aldeia Velha" (1964) ou "A Costureirinha da Sé" (1958), além de "Tráfego e Estiva", em 1968, que foi o primeiro filme português rodado em 70mm.

Desenvolveu ainda atividade como pintor e caricaturista, numa carreira na qual viu, em várias películas, a censura 'cortar' várias cenas, devido à crítica social patente, como "Nazaré", de 1952, que contava com argumento do escritor Alves Redol (1911-1969).

Lusa

sábado, 2 de setembro de 2017

Duas estreias no Porto - 5 Setembro 2017



Integrado na Feira do Livro do Porto 2017

5 Setembro 2017 || 19h00
A Terra e o Homem (1969) de Manuel Guimarães
Nasci com a Trovoada - Autobiografia póstuma de um cineasta (2017) de Leonor Areal

Leonor Areal estreia no Porto o seu documentário “Nasci com a Trovoada”, e é projectado pela primeira vez no Porto “A Terra e o Homem”, um missing filme de Manuel Guimarães
Sessão apresentada por: Miguel Ramos (Confederação – colectivo de investigação e teatral) e Leonor Areal.

Duração total da sessão: 150min

Nesta sessão dupla, projectamos o documentário Nasci com a Trovoada realizado por Leonor Areal a partir de filmes e textos de Manuel Guimarães, cineasta neo-realista cuja obra foi estraçalhada pelo regime fascista português. O documentário baseia-se integralmente em materiais de arquivo: filmes, fotografias, artigos de jornal, cartas e diários. Manuel Guimarães é a voz do narrador que nos conduz através da sua vida e obra. Assim, o documentário transforma-se numa quase ficção, que os fragmentos de filmes escolhidos vão ilustrar.

A “Terra e o Homem” é um documentário do cineasta Manuel Guimarães (1915-1975), sobre Famalicão e a figura do republicano Dr. Nuno Simões (1894-1976). Esta obra considerada desaparecida, foi localizada em Braga no ano 2016 pela Confederação – colectivo de investigação teatral. Após trabalhos de recuperação e investigação que envolveram diversos parceiros em todo o país – Cinemateca Portuguesa, Município de Famalicão, Município de Braga, Municipio do Porto, Leonor Areal entre tantos outros, a obra volta a ser projectada a partir de Setembro de 2017.

Admissão gratuita

Evento facebook.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Cineteatro Alba apresenta documentário sobre a vida do cineasta Manuel Guimarães

 
Por Redação / Albergaria-a-Velha / terça, 29 agosto 2017 17:21 
 
O Cineteatro Alba apresenta na próxima sexta-feira, 1 de setembro, pelas 21h00, “Nasci com a Trovoada – Autobiografia Póstuma de um Cineasta”, documentário sobre a vida e obra do Albergariense Manuel Guimarães. A sessão contará com a presença da realizadora Leonor Areal.

“Nasci com a Trovoada” era um projeto de filme autobiográfico que Manuel Guimarães não chegou a realizar, mas que agora foi concretizado por Leonor Areal. O documentário baseia-se integralmente em materiais de arquivo: filmes, fotografias, artigos de jornal, cartas e diários. Manuel Guimarães é a voz de narrador que nos conduz através da sua vida e obra. Em diálogo com fragmentos dos seus filmes, esta “autobiografia póstuma” assume-se como uma outra ficção. 

Manuel Guimarães nasceu em 1915, em Valmaior, e foi o principal cineasta neorrealista do cinema português. Os seus filmes revelam um olhar original sobre a sociedade portuguesa, escolhendo personagens consideradas marginais, tais como saltimbancos, pescadores, vadios, prostitutas, estivadores, jornaleiros. "Nelas se espelha uma arte de sonhar, aliada a uma ética da resistência e à capacidade de sacrifício que nunca abandona a esperança", refere a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha. Manuel Guimarães sofreu amargamente às mãos da censura e viveu alguns períodos de grande dificuldade, sobrevivendo com alguns documentários e diversos trabalhos plásticos. A morte apanhou-o a meio da montagem do seu filme-testamento “Cântico Final”, em 1975.

Leonor Areal estudou cinema na New York Film Academy, com uma bolsa de estudo obtida como prémio pela obra “Há Drama na Escola” (1993). Realizou diversos documentários, entre os quais “Geração Feliz” (2000), “Ópera Aberta” (2004), “Doutor Estranho Amor” (2005), “Fora da Lei” (2006), menção especial no Festival DocLisboa 2006, e “Aqui Tem Gente” (2013), prémio Melhor Documentário Português no Festival Filmes do Homem, Melgaço 2015. É professora-adjunta convidada na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (Instituto Politécnico de Leiria). Atualmente desenvolve um projeto de investigação de pósdoutoramento sobre censura no cinema português.  

 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

De volta à terra natal


Cineteatro Alba – Sala Principal
NASCI COM A TROVOADA – AUTOBIOGRAFIA PÓSTUMA DE UM CINEASTA
DOCUMENTÁRIO SOBRE MANUEL GUIMARÃES
Gratuito, sujeito a levantamento de ingresso e à lotação da sala
140 min. | M/12

Nasci com a Trovoada é um documentário, realizado por Leonor Areal, sobre a vida e obra de Manuel Guimarães, cineasta Albergariense, nascido em Valmaior em 1915, e que se destacou pela aplicação dos princípios ideológicos do neorrealismo na arte do cinema em Portugal. Na sessão, que contará com a presença da realizadora, será ainda exibido a curta-metragem “A Terra de o Homem” (1969), de Manuel Guimarães.

organização Município de Albergaria-a-Velha
programação Confederação – Coletivo de Investigação Teatral


Evento: https://www.facebook.com/CineteatroAlba/photos/gm.127482017887730/1630894253641779/?type=3&theater