terça-feira, 30 de junho de 2015

HOJE: Entrevista com o realizador de Cântico final

30-06-2015, 18h30 | Sala Luís de Pina
Rever Manuel Guimarães

Em colaboração com o Museu do Neo-Realismo
CÂNTICO FINAL
de Manuel Guimarães, Dórdio Guimarães
com Ruy de Carvalho, Manuela Cardo, Fernando Curado Ribeiro
Portugal, 1975 - 110 min | M/12
Anúncio de retrospectiva em Junho 1976
Adaptação do romance homónimo de Vergílio Ferreira, CÂNTICO FINAL é também um testamento em que Manuel Guimarães se projecta na personagem de Mário Gonçalves (Ruy de Carvalho), um professor de liceu ameaçado de morte devido a um cancro, e que regressa à aldeia onde nasceu, na Serra da Estrela, para aí passar os últimos dias. Manuel Guimarães já não acabou o filme (Produções Cinematográficas Manuel Guimarães), concluído por seu filho, Dórdio Guimarães. A apresentar numa cópia resultante do processo de preservação de 2004.

ANTECEDIDO de uma entrevista com Manuel Guimarães realizada para a RTP no programa  “DAS ARTES E OFÍCIOS” (1974, 16 min), em que Guimarães fala do desejo e da impossibilidade de realizar "Alegria Breve" do escritor Virgílio Ferreira e da realização de "Cântico Final", da adaptação livre da obra, da sua relação com Virgílio Ferreira, do prazer extraordinário de realizar e montar um filme, da destruição de negativos pela censura e da recuperação dos filmes estropiados pelos censores, do filme "Vidas sem rumo" com diálogos do escritor Alves Redol e dos realizadores que admira, salientando a sua amizade com Fellini. . São também mostradas imagens de Guimarães em rodagem.

http://www.cinemateca.pt/Programacao.aspx?id=4210

domingo, 28 de junho de 2015

AMANHÃ: Duas entrevistas com Manuel Guimarães, seguidas de mesa-redonda

Segunda-feira, 29 de junho às 18h30 na Cinemateca


No âmbito do Ciclo “Rever Manuel Guimarães”, tem lugar  na Sala Luís de Pina uma mesa redonda em que se discutirá o cinema do autor.

A introduzir a sessão apresentam-se duas entrevistas raríssimas com Manuel Guimarães realizadas para a RTP no contexto dos programas “Cinema 72”(1972, 17 min) e “Das Artes e Ofícios” (1974, 16 min), em que Guimarães fala de vários dos seus filmes ou aborda a sua relação com os cineastas mais velhos, com os quais começou a trabalhar, e com a geração do Cinema Novo. São também mostradas imagens de Guimarães em rodagem.
O encontro conta com a participação de vários investigadores que têm trabalhado sobre a obra de Manuel Guimarães como Leonor Areal, Lauro António, Mário Jorge Torres, David Santos, Miguel Cardoso, Paulo Miguel Martins, Paulo Cunha, e moderação de Joana Ascensão.

Trata-se de uma discussão que se pretende alargada quase no final da retropectiva integral dos filmes de Guimarães, que termina no dia seguinte, no mesmo horário, com a exibição de "Cântico Final".
A entrada é gratuita, mediante o levantamento de ingressos na bilheteira.

Mesa redonda - Rever Manuel Guimarães Mesa redonda - Rever Manuel Guimarães

no topo: fotografia de Manuel Guimarães, por Maria Eduarda Colares
esquerda: Benjamim Falcão, João Maria Tudela, Rui de Carvalho, Rui Luis, Abel Escoto, Manuel Guimarães e Clarisse Guimarães na rodagem de Cântico Final (Manuel Guimarães, 1974/75)
direita: Saltimbancos (Manuel Guimarães, 1951)

sábado, 27 de junho de 2015

HOJE: Lotação Esgotada e documentários "patrocinados"

27-06-2015, 18h30 | Sala Luís de Pina
Rever Manuel Guimarães

Em colaboração com o Museu do Neo-Realismo
O RITMO NA VIDA | EXPRESSOS “LISBOA-MADRID” | LOTAÇÃO ESGOTADA
duração total da sessão: 119 min | M/12


O RITMO NA VIDA
Portugal, 1968 – 11 min
EXPRESSOS “LISBOA-MADRID”
Portugal, 1969 – 14 min
de Manuel Guimarães
LOTAÇÃO ESGOTADA
de Manuel Guimarães
com Artur Semedo, Miguel Franco, Luísa Neto, Edith Sarah, Ana Elsa
Portugal, 1972 – 94 min

Da última fase da sua obra, concluída com CÂNTICO FINAL alguns anos depois, este filme de Manuel Guimarães (realizador e produtor) tem argumento e diálogos de Mário Braga a partir de uma ideia de Artur Semedo, fotografia de Abel Escoto e música de António Victorino d’Almeida. Trata-se de um filme ambientado numa localidade fictícia, a Casconha, cujo cemitério local está cheio (“lotação esgotada”) sendo a construção do novo cemitério a grande obra do mandato do presidente da câmara, cujo corolário, a inauguração, é retardada pela vitalidade dos habitantes do município. Metáfora crítica da sociedade portuguesa da época, LOTAÇÃO ESGOTADA foi um filme particular e injustamente mal recebido na altura.

Antecedem-no as curtas-metragens promocionais O RITMO NA VIDA (patrocinada pelo então BESCL-Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa) e EXPRESSOS “LISBOA-MADRID” (patrocinado pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses).

http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?id=4208&date=2015-06-27

sexta-feira, 26 de junho de 2015

HOJE: Fernando Namora vai ao cinema

26-06-2015, 18h30 | Sala Luís de Pina
Rever Manuel Guimarães

Em colaboração com o Museu do Neo-Realismo
FERNANDO NAMORA | O TRIGO E O JOIO
duração total da sessão: 112 min | M/12

FERNANDO NAMORA
de Manuel Guimarães
Portugal, 1969 – 12 min
O TRIGO E O JOIO
de Manuel Guimarães
com Eunice Muñoz, Igrejas Caeiro, Mário Pereira, Barreto Poeira
Portugal, 1965 – 90 min

Produzido pelos Artistas e Técnicos Associados, a Tobis Portuguesa, António da Cunha Telles e Guimarães, O TRIGO E O JOIO é uma adaptação do romance homónimo de Fernando Namora, assinada pelo próprio escritor. Um drama sobre uma família de agricultores em que o chefe desbarata na feira o dinheiro destinado à compra de uma burra, indispensável à labuta no campo. A realização é despojada e moderna. A abrir a sessão, produzido por Ricardo Malheiro, FERNANDO NAMORA (primeira exibição na Cinemateca) retrata a vida e obra do escritor, que surge num testemunho filmado.

http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?id=4207&date=2015-06-26

quinta-feira, 25 de junho de 2015

HOJE: Curtas-metragens sobre artistas plásticos

25-06-2015, 18h30 | Sala Luís de Pina
Rever Manuel Guimarães

Em colaboração com o Museu do Neo-Realismo
MANUEL GUIMARÃES | CURTAS-METRAGENS ARTISTAS PLÁSTICOS
duração total da sessão: 104 min | M/12
sessão apresentada por David Santos 
 
 
O DESTERRADO – VIDA E OBRA DE SOARES DOS REIS
com José Amaro, Dórdio Guimarães, Silva Araújo
Portugal, 1949 – 28 min
ANTONIO DUARTE
Portugal, 1969 – 20 min
RESENDE
Portugal, 1969 – 24 min
CARTA A MESTRE DÓRDIO GOMES
Portugal, 1971 – 16 min
AREIA MAR – MAR AREIA
Portugal, 1972 – 16 min
de Manuel Guimarães

O alinhamento da sessão reúne cinco títulos documentais de curta-metragem dedicados a artistas plásticos. Obra inaugural de Guimarães na realização, com argumento de Fernando Fragoso baseado em obras de Diogo Macedo, O DESTERRADO (prémio Paz dos Reis) é uma dramatização biográfica da vida e obra de Soares dos Reis. ANTONIO DUARTE e RESENDE são dois títulos da série “Artes e Letras”, produzidos por Ricardo Malheiro. Em ambos se entrevistam os artistas, Antonio Duarte e Júlio Resende, tendo o segundo comentário e locução de Virgílio Ferreira. Os dois últimos são produzido pelo próprio Guimarães: com comentário de Dórdio Guimarães e locução de Gomes Ferreira, CARTA A MESTRE DÓRDIO GOMES centra-se na vida e obra do artista referenciado no título; AREIA MAR – MAR AREIA constrói-se à volta da vida e obra do escultor Joaquim Martins Correia, e também do seu testemunho, por ocasião de uma exposição organizada na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. AREIA MAR – MAR AREIA e RESENDE são primeiras exibições na Cinemateca. David Santos, diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea, apresenta a sessão.

http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?id=4206&date=2015-06-25

quarta-feira, 24 de junho de 2015

HOJE: O Crime de Aldeia Velha


24-06-2015, 18H30 | SALA LUÍS DE PINA - CINEMATECA
REVER MANUEL GUIMARÃES

EM COLABORAÇÃO COM O MUSEU DO NEO-REALISMO
O CRIME DE ALDEIA VELHA
de Manuel Guimarães
com Barbara Laage, Rogério Paulo, Mário Pereira, Maria Olguim, Rui Gomes, Glicínia Quartin
Portugal, 1964 - 115 min | M/12

Adaptação de uma peça de Bernardo Santareno, por sua vez inspirada num facto verídico, ocorrido no norte do país em 1933*. A história de uma mulher que se julga possessa e que é queimada numa fogueira pelo povo da aldeia como forma de exorcismo, depois de dois homens se terem suicidado por amor dela. Um requisitório contra a superstição num dos filmes mais interessantes de Manuel Guimarães. Seis anos depois de A COSTUREIRINHA DA SÉ, o regresso de Guimarães às longas-metragens de ficção, faz-se com António da Cunha Telles como produtor (produção para a Tobis Portuguesa), no mesmo ano de BELARMINO de Fernando Lopes, que com OS VERDES ANOS de Paulo Rocha (produções Cunha Telles) abriram o caminho do “Cinema Novo Português”. A apresentar numa cópia resultante do processo de preservação de 1997.


* sobre o caso real ver aqui

terça-feira, 23 de junho de 2015

HOJE: Artistas do Porto

23-06-2015, 18h30 | Sala Luís de Pina
Rever Manuel Guimarães

Em colaboração com o Museu do Neo-Realismo
ARTES GRÁFICAS | O ENSINO DAS BELAS ARTES | O PORTO, ESCOLA DE ARTISTAS
duração total da sessão: 73 min | M/12
sessão apresentada por David Santos
ARTES GRÁFICAS
Portugal, 1967 – 26 min
O ENSINO DAS BELAS ARTES
Portugal, 1967 – 21 min
O PORTO, ESCOLA DE ARTISTAS
Portugal, 1967 – 26 min
de Manuel Guimarães

O alinhamento da sessão reúne três curtas-metragens documentais realizadas por Guimarães para a série “Portugal de Agora” produzida pelo SNI-Secretariado Nacional de Informação. Dedicados a “temas artísticos”, os três títulos não deixam de estar marcados pelo seu crivo de filmes de propaganda. Em ARTES GRÁFICAS, faz-se um panorama da atividade na época, em Lisboa e no Porto, com ênfase no cartaz, nas revistas e livros bem como no ensino e nas instituições a ela ligadas. O ENSINO DAS BELAS ARTES concentra-se na Escola de Belas Artes do Porto, também referenciada em O PORTO, ESCOLA DE ARTISTAS, igualmente filmado no Museu Soares dos Reis e em que, para além das obras aí expostas de pintores e escultores portuenses, se filmam, nos seus respetivos estúdios, Dórdio Gomes, António Cruz, Guilherme Camarinha, Augusto Gomes, Amândio Silva, Martins da Costa e Júlio Resende. Os primeiro e terceiro títulos são primeiras exibições na Cinemateca. David Santos, diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea, apresenta a sessão.

http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?id=4204&ciclo=492