quarta-feira, 24 de junho de 2015

HOJE: O Crime de Aldeia Velha


24-06-2015, 18H30 | SALA LUÍS DE PINA - CINEMATECA
REVER MANUEL GUIMARÃES

EM COLABORAÇÃO COM O MUSEU DO NEO-REALISMO
O CRIME DE ALDEIA VELHA
de Manuel Guimarães
com Barbara Laage, Rogério Paulo, Mário Pereira, Maria Olguim, Rui Gomes, Glicínia Quartin
Portugal, 1964 - 115 min | M/12

Adaptação de uma peça de Bernardo Santareno, por sua vez inspirada num facto verídico, ocorrido no norte do país em 1933*. A história de uma mulher que se julga possessa e que é queimada numa fogueira pelo povo da aldeia como forma de exorcismo, depois de dois homens se terem suicidado por amor dela. Um requisitório contra a superstição num dos filmes mais interessantes de Manuel Guimarães. Seis anos depois de A COSTUREIRINHA DA SÉ, o regresso de Guimarães às longas-metragens de ficção, faz-se com António da Cunha Telles como produtor (produção para a Tobis Portuguesa), no mesmo ano de BELARMINO de Fernando Lopes, que com OS VERDES ANOS de Paulo Rocha (produções Cunha Telles) abriram o caminho do “Cinema Novo Português”. A apresentar numa cópia resultante do processo de preservação de 1997.


* sobre o caso real ver aqui

terça-feira, 23 de junho de 2015

HOJE: Artistas do Porto

23-06-2015, 18h30 | Sala Luís de Pina
Rever Manuel Guimarães

Em colaboração com o Museu do Neo-Realismo
ARTES GRÁFICAS | O ENSINO DAS BELAS ARTES | O PORTO, ESCOLA DE ARTISTAS
duração total da sessão: 73 min | M/12
sessão apresentada por David Santos
ARTES GRÁFICAS
Portugal, 1967 – 26 min
O ENSINO DAS BELAS ARTES
Portugal, 1967 – 21 min
O PORTO, ESCOLA DE ARTISTAS
Portugal, 1967 – 26 min
de Manuel Guimarães

O alinhamento da sessão reúne três curtas-metragens documentais realizadas por Guimarães para a série “Portugal de Agora” produzida pelo SNI-Secretariado Nacional de Informação. Dedicados a “temas artísticos”, os três títulos não deixam de estar marcados pelo seu crivo de filmes de propaganda. Em ARTES GRÁFICAS, faz-se um panorama da atividade na época, em Lisboa e no Porto, com ênfase no cartaz, nas revistas e livros bem como no ensino e nas instituições a ela ligadas. O ENSINO DAS BELAS ARTES concentra-se na Escola de Belas Artes do Porto, também referenciada em O PORTO, ESCOLA DE ARTISTAS, igualmente filmado no Museu Soares dos Reis e em que, para além das obras aí expostas de pintores e escultores portuenses, se filmam, nos seus respetivos estúdios, Dórdio Gomes, António Cruz, Guilherme Camarinha, Augusto Gomes, Amândio Silva, Martins da Costa e Júlio Resende. Os primeiro e terceiro títulos são primeiras exibições na Cinemateca. David Santos, diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea, apresenta a sessão.

http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?id=4204&ciclo=492

segunda-feira, 22 de junho de 2015

HOJE: os filmes do Porto na Cinemateca

22-06-2015, 18H30 | SALA LUÍS DE PINA
REVER MANUEL GUIMARÃES

EM COLABORAÇÃO COM O MUSEU DO NEO-REALISMO
AS CORRIDAS INTERNACIONAIS DO PORTO | O PORTO É CAMPEÃO! | A COSTUREIRINHA DA SÉ
duração total da sessão: 117 min | M/12


AS CORRIDAS INTERNACIONAIS DO PORTO
Portugal, 1956 – 12 min
O PORTO É CAMPEÃO!
Portugal, 1956 – 5 min
de Manuel Guimarães
A COSTUREIRINHA DA SÉ
de Manuel Guimarães
com Maria de Fátima Bravo, Alina Vaz, Jacinto Ramos, Baptista Fernandes, Carlos José Teixeira e Costinha
Portugal, 1958 – 100 min

Adaptação de uma opereta, A COSTUREIRINHA DA SÉ foi um projeto fracassado de filme de sucesso, crónica bairrista do Porto com uma cançonetista da moda no papel principal, interpretada por Maria de Fátima Bravo. Entre a faina da cidade, a observação social e a ingenuidade amorosa, a quarta longa-metragem de Manuel Guimarães (que também assina produção, planificação e montagem), distingue-se na bela fotografia de Perdigão Queiroga e nas suas belas cores (em scope, Eastmancolor). A apresentar numa cópia resultante do processo de preservação de 1997. A sessão abre com duas curtas-metragens “portuenses e desportivas” de 1956, produzidas para a Lisboa Filme: AS CORRIDAS INTERNACIONAIS DO PORTO, “uma reportagem de Manuel Guimarães” sobre uma prova automobilística de Fórmula 1 realizada na cidade (a apresentar em cópia nova, numa primeira exibição na Cinemateca); O PORTO É CAMPEÃO!, que dá a ver imagens decisivas de um jogo de futebol em que o FCP se sagrou campeão nacional.

Rever Manuel Guimarães na Cinemateca


Exposição no primeiro andar.
Segunda parte da retrospectiva até 30 de Junho.
Programação aqui: http://www.cinemateca.pt/Programacao.aspx?ciclo=492

sexta-feira, 12 de junho de 2015

HOJE: Estivadores e companhia nos cais de Lisboa


12-06-2015, 18H30 | SALA LUÍS DE PINA
REVER MANUEL GUIMARÃES

EM COLABORAÇÃO COM O MUSEU DO NEO-REALISMO

TRÁFEGO E ESTIVA | VIDAS SEM RUMO
duração total da sessão: 90 min | M/12
TRÁFEGO E ESTIVA
de Manuel Guimarães
Portugal, 1968 – 17 min
VIDAS SEM RUMO
de Manuel Guimarães
com Milú, Eugénio Salvador, Artur Semedo, Madalena Sotto, Jacinto Ramos
Portugal, 1956 – 73 min

Manuel Guimarães tentou com SALTIMBANCOS (1951) uma tangente ao movimento literário neorrealista português (o filme inspirava-se num romance de Leão Penedo e teve como diretor de produção outro nome ligado ao movimento, Rogério de Freitas) e à nova escola cinematográfica italiana do pós guerra. O fraco acolhimento ao filme não impediu Manuel Guimarães de voltar a explorar aquele caminho em VIDAS SEM RUMO, inspirado num conto seu (Pardal & C.ª) mas com diálogos, argumento, montagem e planificação de Alves Redol, outro expoente do neorrealismo literário português. Segundo Luís de Pina, o resultado foi “uma crónica jornalística de um bairro pobre que a Censura tornou irreconhecível, filme de grandes contrastes, irregular, mas muito pessoal.” A apresentar numa cópia resultante do processo de preservação de 1996. A abrir a sessão, em “rima portuária” com VIDAS SEM RUMO, TRÁFEGO E ESTIVA (produzido por Ricardo Malheiro): título de importância histórica como o primeiro filme português originalmente filmado em 70mm. Iminentemente publicitário, mostrando as atividades de estiva do porto de Lisboa do ponto de vista da sua eficácia e do progresso, é um filme de belas imagens (em scope) e música de Carlos Paredes.

http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?id=4202&date=2015-06-12


quinta-feira, 11 de junho de 2015

HOJE: Curtas-metragens de Manuel Guimarães (1)


11-06-2015, 18H30 | SALA LUÍS DE PINA
REVER MANUEL GUIMARÃES

EM COLABORAÇÃO COM O MUSEU DO NEO-REALISMO
MANUEL GUIMARÃES | CURTAS-METRAGENS DOURO E MINHO
duração total da projeção: 50 min | M/12
sessão apresentada por Sofia Sampaio
BARCELOS
Portugal, 1961 – 11 min
PORTO – CAPITAL DO TRABALHO
Portugal, 1961 – 14 min
VINHOS BI-SECULARES
Portugal, 1961 – 11 min
TAPETES DE VIANA DO CASTELO
Portugal, 1967 – 14 min
de Manuel Guimarães

O alinhamento da sessão reúne quatro títulos documentais de curta-metragem realizados por Manuel Guimarães nos anos sessenta e centrados na região do Douro e Minho. Patrocinado pela Câmara Municipal e Comissão de Turismo de Barcelos, o primeiro regista aspectos da região e a anual Festa das Cruzes. PORTO – CAPITAL DO TRABALHO refere a realidade económica e laboral da cidade. VINHOS BI-SECULARES centra-se na produção e cultivo do vinho do Porto e foi, como os anteriores, produzido pelo realizador. TAPETES DE VIANA DO CASTELO foi realizado para o produtor Ricardo Malheiro, e retrata atividades da confeção e indústria da tapeçaria no distrito de Viana do Castelo. À exceção deste último, são primeiras exibições na Cinemateca.

terça-feira, 9 de junho de 2015

HOJE: Nazaré, 18h30 na Cinemateca

09-06-2015, 18h30 | Sala Luís de Pina
Rever Manuel Guimarães  


Em colaboração com o Museu do Neo-Realismo
 
NAZARÉ
de Manuel Guimarães
com Virgílio Teixeira, Helga Liné, Artur Semedo
Portugal, 1952 - 84 min | M/12
 
Plasticamente, NAZARÉ aproxima-se dos clássicos de Leitão de Barros MARIA DO MAR e ALA-ARRIBA!, e apresenta afinidades com o neorrealismo italiano no modo como explora os conflitos entre pescadores bem como a sua umbilical ligação ao lugar a que pertencem. Longe do folclore pitoresco associado pelo Estado Novo à Nazaré, é sobretudo na sua comunidade e na sua dimensão trágica que Guimarães se centra. Alves Redol escreveu o argumento e os diálogos, num filme muito massacrado pela censura. A apresentar numa cópia resultante do processo de preservação de 1996. A sessão inclui imagens de uma apresentação do filme por Manuel Guimarães na RTP.

http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?id=4200&ciclo=492