sexta-feira, 12 de junho de 2015

HOJE: Estivadores e companhia nos cais de Lisboa


12-06-2015, 18H30 | SALA LUÍS DE PINA
REVER MANUEL GUIMARÃES

EM COLABORAÇÃO COM O MUSEU DO NEO-REALISMO

TRÁFEGO E ESTIVA | VIDAS SEM RUMO
duração total da sessão: 90 min | M/12
TRÁFEGO E ESTIVA
de Manuel Guimarães
Portugal, 1968 – 17 min
VIDAS SEM RUMO
de Manuel Guimarães
com Milú, Eugénio Salvador, Artur Semedo, Madalena Sotto, Jacinto Ramos
Portugal, 1956 – 73 min

Manuel Guimarães tentou com SALTIMBANCOS (1951) uma tangente ao movimento literário neorrealista português (o filme inspirava-se num romance de Leão Penedo e teve como diretor de produção outro nome ligado ao movimento, Rogério de Freitas) e à nova escola cinematográfica italiana do pós guerra. O fraco acolhimento ao filme não impediu Manuel Guimarães de voltar a explorar aquele caminho em VIDAS SEM RUMO, inspirado num conto seu (Pardal & C.ª) mas com diálogos, argumento, montagem e planificação de Alves Redol, outro expoente do neorrealismo literário português. Segundo Luís de Pina, o resultado foi “uma crónica jornalística de um bairro pobre que a Censura tornou irreconhecível, filme de grandes contrastes, irregular, mas muito pessoal.” A apresentar numa cópia resultante do processo de preservação de 1996. A abrir a sessão, em “rima portuária” com VIDAS SEM RUMO, TRÁFEGO E ESTIVA (produzido por Ricardo Malheiro): título de importância histórica como o primeiro filme português originalmente filmado em 70mm. Iminentemente publicitário, mostrando as atividades de estiva do porto de Lisboa do ponto de vista da sua eficácia e do progresso, é um filme de belas imagens (em scope) e música de Carlos Paredes.

http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?id=4202&date=2015-06-12


quinta-feira, 11 de junho de 2015

HOJE: Curtas-metragens de Manuel Guimarães (1)


11-06-2015, 18H30 | SALA LUÍS DE PINA
REVER MANUEL GUIMARÃES

EM COLABORAÇÃO COM O MUSEU DO NEO-REALISMO
MANUEL GUIMARÃES | CURTAS-METRAGENS DOURO E MINHO
duração total da projeção: 50 min | M/12
sessão apresentada por Sofia Sampaio
BARCELOS
Portugal, 1961 – 11 min
PORTO – CAPITAL DO TRABALHO
Portugal, 1961 – 14 min
VINHOS BI-SECULARES
Portugal, 1961 – 11 min
TAPETES DE VIANA DO CASTELO
Portugal, 1967 – 14 min
de Manuel Guimarães

O alinhamento da sessão reúne quatro títulos documentais de curta-metragem realizados por Manuel Guimarães nos anos sessenta e centrados na região do Douro e Minho. Patrocinado pela Câmara Municipal e Comissão de Turismo de Barcelos, o primeiro regista aspectos da região e a anual Festa das Cruzes. PORTO – CAPITAL DO TRABALHO refere a realidade económica e laboral da cidade. VINHOS BI-SECULARES centra-se na produção e cultivo do vinho do Porto e foi, como os anteriores, produzido pelo realizador. TAPETES DE VIANA DO CASTELO foi realizado para o produtor Ricardo Malheiro, e retrata atividades da confeção e indústria da tapeçaria no distrito de Viana do Castelo. À exceção deste último, são primeiras exibições na Cinemateca.

terça-feira, 9 de junho de 2015

HOJE: Nazaré, 18h30 na Cinemateca

09-06-2015, 18h30 | Sala Luís de Pina
Rever Manuel Guimarães  


Em colaboração com o Museu do Neo-Realismo
 
NAZARÉ
de Manuel Guimarães
com Virgílio Teixeira, Helga Liné, Artur Semedo
Portugal, 1952 - 84 min | M/12
 
Plasticamente, NAZARÉ aproxima-se dos clássicos de Leitão de Barros MARIA DO MAR e ALA-ARRIBA!, e apresenta afinidades com o neorrealismo italiano no modo como explora os conflitos entre pescadores bem como a sua umbilical ligação ao lugar a que pertencem. Longe do folclore pitoresco associado pelo Estado Novo à Nazaré, é sobretudo na sua comunidade e na sua dimensão trágica que Guimarães se centra. Alves Redol escreveu o argumento e os diálogos, num filme muito massacrado pela censura. A apresentar numa cópia resultante do processo de preservação de 1996. A sessão inclui imagens de uma apresentação do filme por Manuel Guimarães na RTP.

http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?id=4200&ciclo=492

Exposição sobre Manuel Guimarães

Na Cinemateca, a acompanhar o ciclo de cinema, uma exposição sobre a obra de Manuel Guimarães, com curadoria de Leonor Areal e pesquisa de Carlos Braga, Miguel Cardoso e Rafael Prata.


Uma antevisão em miniatura do que será a exposição no Museu do Neo-Realismo a inaugurar em 17 de Outubro.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

HOJE: Saltimbancos, às 21h30 na Cinemateca

08-06-2015, 21h30 | Sala M. Félix Ribeiro
Manuel Guimarães – Abertura  


Em colaboração com o Museu do Neo-Realismo

SALTIMBANCOS
de Manuel Guimarães
com Maria Olguim, Helga Liné, Artur Semedo, Fernando Gusmão
Portugal, 1951 - 92 min | M/12

Primeira longa-metragem de Manuel Guimarães (também produtor), SALTIMBANCOS marcou a diferença no cinema português do começo da década de cinquenta relativamente às comédias "à portuguesa" que então se faziam, procurando aproximar-se dos modelos do neorrealismo italiano, numa história adaptada do romance O Circo, de Leão Penedo, sobre a vida e a morte de uma companhia de saltimbancos. A apresentar em cópia resultante de um processo de preservação de 2005.
http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?ciclo=490

Início da retrospectiva integral


Cinemateca e Museu do Neo-realismo homenageiam cineasta Manuel Guimarães


A Cinemateca Portuguesa vai homenagear Manuel Guimarães com uma retrospetiva integral da sua obra, a partir de hoje, iniciativa realizada em colaboração com o Museu do Neo-Realismo, no centenário do nascimento do cineasta, anunciou o Museu do Cinema.

A retrospetiva na Cinemateca antecede uma exposição no Museu do Neo-realismo, em Vila Franca de Xira, intitulada "Manuel Guimarães, sonhador indómito", que vai ser inaugurada no dia 18 de outubro, segundo o museu.
A exposição, com curadoria de Leonor Areal, vai estar aberta ao público até 28 de fevereiro de 2016.
O ciclo "Rever Manuel Guimarães", na Cinemateca, permite rever o percurso do cineasta que se destacou pela aplicação dos princípios ideológicos do neorrealismo à sétima arte, da qual fazem parte os filmes "Nazaré" (1958) e "O Crime de Aldeia Velha" (1968).
A sessão de abertura está marcada para as 21:30, com a exibição de "Saltimbancos", a primeira longa-metragem de Manuel Guimarães, filme "que marcou a diferença no cinema português do começo da década de 1950, relativamente às comédias `à portuguesa` que então se faziam, procurando aproximar-se dos modelos do neorrealismo italiano", realça o comunicado.
A Cinemateca refere que Manuel Guimarães é "um dos mais incompreendidos e mais injustamente desconhecidos realizadores portugueses, cuja obra é urgente rever e redescobrir".
"Rever Manuel Guimarães" vai decorrer até ao próximo dia 30, na sala Luís de Pina, da Cinemateca Portuguesa, em Lisboa.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=776608
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=835028&tm=4&layout=121&visual=49
http://visao.sapo.pt/cinemateca-e-museu-do-neo-realismo-homenageiam-cineasta-manuel-guimaraes=f822052